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Diário de uma doação

Diário de uma doação

com Carla Carvalho

A iniciativa de doar óvulos surgiu da vontade em ajudar alguém a realizar um sonho de ter um filho, uma realidade que conheço muito bem, pois tenho um filhote com três aninhos e ser mãe é, sem dúvida, o melhor do mundo! Ao pensar nas pessoas que não conseguem ter um filho, e no seu desgaste emocional, tive compaixão. Quando descobri que poderia ser dadora de óvulos e, depois de falar com o meu marido e de ter a sua concordância, procurei uma clínica onde me pudesse inscrever como dadora. Pedi que me contactassem e, na semana seguinte, já tinha consulta marcada. Estava ansiosa que chegasse o dia, pois queria muito ajudar alguém que tanto anseia pela chegada de um filho. 4 de abril No dia da consulta fui muito bem recebida. Foram-me explicados todos os parâmetros relacionados com a doação e esclarecidas as minhas dúvidas. Fiz uma ecografia e uma citologia cervico-vaginal. De seguida, tirei sangue para análises para confirmar que estava de boa saúde, as quais incluíam uma análise genética para ver se poderia ter algum problema nos meus genes que pudesse afetar o futuro bebé. No fim, tive uma consulta de psicologia onde, mais uma vez, foram esclarecidas todas as minhas dúvidas e explicado todo o processo de doação. Gostei muito da minha primeira consulta, da qual saí ainda com mais vontade de ser dadora.  15 de maio Ligaram-me da clínica a informar que fui aceite como dadora! Estou radiante!  22 de maio Hoje fui a uma nova consulta para fazer outra ecografia vaginal e para me explicarem como funciona a medicação que eu mesma farei em casa para estimular a produção de óvulos. É uma medicação injetável que terei de tomar desde o primeiro dia da próxima menstruação e durante sete dias. Depois voltarei à clínica para fazer nova ecografia e ver se já é possível fazer a punção dos óvulos. Caso ainda não estejam maduros, terei de tomar mais medicação. Agora é só esperar pela próxima menstruação e rezar para que dê tudo certo! 5 de junho Tomei hoje a primeira injeção e não doeu nadinha! Estava com receio ao início, pois odeio injeções, apesar de também já ser dadora de sangue. Mas quando fiz a primeira injeção, fiquei estupefacta ao constatar que não doeu! Nem senti a agulha entrar! E ainda bem, pois terei de fazer esta medicação nos próximos seis dias. 11 de junho Hoje fui à clínica fazer uma ecografia para ver os resultados e, para minha felicidade, tinha óvulos mais que suficientes para a punção, que ficou marcada para daqui a dois dias. Amanhã tomarei a última injeção em casa. Durante estes dias, não senti efeitos secundários. Fiz tudo direitinho e está quase a chegar o grande dia!  13 de junho Hoje foi o dia da punção e tive de estar em jejum seis horas, pois como ia ser levemente sedada teria de ter o estômago vazio. Entrei na clínica de manhãzinha e, um tempo depois, fui para o bloco, sempre muito bem seguida e tratada. No bloco deram-me então a anestesia e eu dormi cerca de 15 minutos para que fosse feita a punção. No fim, fui levada para o quarto para repousar, sempre acompanhada do meu marido. Ao fim de duas horas e depois de tomar um chá com bolachas, tive alta.  Depois da doação No dia seguinte à punção estava bem, sem qualquer dor. Uma semana depois, ligaram-me da clínica para saber como eu estava e se correu tudo bem, ao que respondi que sim e que, acima de tudo, estava muito feliz e orgulhosa por poder fazer algo tão importante para uma família. A sensação de poder ajudar é maravilhosa. Por isso, já decidi que, daqui a três meses, vou agendar a minha segunda doação.  

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onde

Onde doar

Banco Público de Gâmetas

O Banco Público de Gâmetas é o serviço disponibilizado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) responsável pelo recrutamento e seleção de dadores de óvulos e espermatozóides. Os centros públicos de colheita são os seguintes:

Outros bancos de doação de gâmetas

  • Ferticare - Centro de Medicina da Reprodução de Braga 

    Rua José António Cruz, 253 2º andar Fração B
    4715-343 Braga 
    253 004 474 / 927 469 137
    Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
  • Ferticentro

    Praceta Robalo Cordeiro
    (Hospital da Luz Coimbra)
    3020-479 Coimbra
    Tel.: 800 10 10 04 / 915 849 379 (Whatsapp)
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    Responsável pela coordenação do programa de doação de ovócitos: Enf. Rita Matias 
  • AVA Clinic

    Av. António Augusto Aguiar, nº5A,
    1050-010 Lisboa
    Tel:. 968 867 359
    A/C Cláudia Olivença
  • CEMEARE

    Morada: Rua Alfredo Mesquita, nº2E,
    1600-922 Lisboa
    Telefone: 217 801 072 e 91 525 25 00
    E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • IERA Lisboa

    Rua Xavier Araújo, Ed. Laranjeiras Plaza A/B,
    1600-262 Lisboa
    Tel. +351 212 696 338
    Telemóvel +351 964 521 674

    Contacto direto para pacientes:
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  • IVI Lisboa

    Av. Infante Dom Henrique, 333H Esc. 1-9
    1800-282 Lisboa
    Tel. 800 787 787 (número gratuito)
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  • Malo Clinic – Ginemed

    Av dos Combatentes Nº. 43. 5º Piso Fracção C e D
    Contacto preferencial: Enfermeira Margarida Rosa – 93 9 109 000
    Lisboa

  • MEKA Center

    Rua Engenheiro Deodato Magalhães, Nº 14/18
    9500-786 Ponta Delgada
    296 308 888
  • Centro de Estudos de Infertilidade e Esterilidade (CEIE)

    Rua D. Manuel II nº 51 B
    4050-345 Porto
    226 062 160 / 912 535 277 / 915 674 683 
    Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
    Pessoa preferencial para contacto: Isabel Damião (915 674 683)

  • Centro de Estudo e Tratamento da Infertilidade (CETI)

    Av. da Boavista nº 2300 3º andar
    4100-118 Porto
    226076530
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    Contacto directo: Rita Magalhães (Embriologista) 934865282
  • Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros

    Av. do Bessa, 240 1º Dto. Frente
    4100-012 Porto
    226 007 518
    Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • PROCRIAR

    Av da Boavista, 1243 - 5º piso
    4100-130 Porto
    Telefone: 22 11 00 984 / Telemóvel: 910 083 470
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    Responsável pela coordenação dos dadores - Sandra Neto

Lista de centros de reprodução assistida em atualização.

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FAQ

  • Quem pode doar óvulos?

    Podes tornar-te dadora se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e sem história de doença de transmissão sexual ou hereditária.

  • Em que consiste o tratamento de doação de óvulos?

    Consiste num tratamento hormonal injetável durante 10-12 dias que vai fazer com que os teus ovários produzam mais óvulos e que serão doados a mulheres que precisem deles para conseguir ter um filho.

  • Como faço para doar óvulos?

    Deves contactar um centro que faça tratamentos de reprodução assistida e que esteja apto para recrutar dadoras.
  • Quanto tempo dura o processo de doação de óvulos?

    O processo dura aproximadamente 45 dias, desde a primeira consulta até à colheita dos óvulos. Durante este período, vais realizar exames ginecológicos e psicológicos, análises de sangue e consultas de controlo.
  • Há uma compensação económica por doar óvulos?

    A Lei Portuguesa determina que as dadoras de óvulos têm direito a uma compensação financeira de 871,52 €, destinada ao reembolso das despesas efectuadas ou dos prejuízos direta e imediatamente resultantes da dádiva.

  • Quais os benefícios de doar óvulos?

    Ao doares os teus óvulos estás a ajudar outras mulheres a gerar vida e a cumprir o sonho da maternidade. Por outro lado, é uma oportunidade de conheceres melhor o teu estado de saúde atual, já que para seres uma potencial candidata terás de fazer vários exames médicos.
  • Posso ter filhos no futuro se doar óvulos?

    Com a doação não perdes óvulos nem ficas estéril. Todos os meses o teu corpo rejeita naturalmente vários óvulos para selecionar apenas um para a ovulação. A estimulação ovárica vai fazer com que se aproveitem todos os que iam ser desaproveitados. Por essa razão, ao doar esses óvulos, não estás a consumir mais óvulos do que aquilo que já acontecia num ciclo menstrual natural.
  • Quantas vezes posso doar óvulos?

    De acordo com a lei de Procriação Medicamente Assistida em Portugal, podes doar óvulos quatro vezes.
  • Doar óvulos tem riscos?

    Os riscos são praticamente nulos. Excecionalmente, o tratamento hormonal pode causar síndrome de hiperestimulação ovárica (uma resposta exagerada ao tratamento), infeção ou hemorragia. Todas as dadoras estarão sob rigoroso controlo médico, minimizando qualquer risco.
  • Vou sentir dor no momento da extração?

    A extração dos óvulos é uma intervenção simples, rápida e segura feita sob uma pequena sedação para que não sintas qualquer incómodo.
  • Posso manter relações sexuais durante o tratamento de doação de óvulos?

    As relações sexuais não são aconselháveis durante o ciclo do tratamento.
  • Posso ser dadora se tomar contracetivos hormonais?

    Tomar contracetivos hormonais habitualmente não tem contra-indicações. No entanto, devem ser interrompidos durante o ciclo de tratamento, pois a estimulação ovárica vai fazer com que o ovário produza mais óvulos.

    No caso do DIU ou Implamon, não há necessidade de retirá-lo para ser dadora.

  • Tenho ovários poliquísticos. Posso doar?

    Sim, podes doar.

  • Como são usados os óvulos doados?

    Os óvulos doados e extraídos durante a punção serão fecundados com os espermatozóides do companheiro da recetora ou com espermatozóides de dador. Após a fecundação e desenvolvimento em laboratório, os embriões são transferidos para o útero da recetora para que se consiga uma gravidez.
  • Onde posso fazer a doação?

    Para saber mais informações de como e onde doar, consulte a lista dos bancos de doação de gâmetas.

  • Quem pode doar espermatozóides?

    Podes tornar-te dador se tiveres entre 18 e 40 anos , fores saudável e sem história de doença de transmissão sexual ou hereditária.
  • Em que consiste a doação de espermatozóides?

    A doação de espermatozóides é um ato voluntário, solidário e altruísta, no qual um homem saudável e com uma boa qualidade dos seus espermatozóides realiza uma doação para ajudar casais com problemas de reprodução, mulheres sem parceiro ou casais de mulheres a constituir uma família.
  • Quais os benefícios de doar espermatozóides?

    Ao doares espermatozóides, estás a dar esperança a casais que desejam formar uma nova família. É também uma oportunidade para fazeres gratuitamente uma avaliação da tua fertilidade e da tua saúde com a realização de vários exames médicos.

  • Quantas vezes posso doar espermatozóides?

    As tuas doações não podem dar origem a gravidezes em mais de oito famílias, independentemente do número total de gravidezes.
  • Há uma compensação económica por doar espermatozóides?

    A Lei Portuguesa determina que os dadores de espermatozóides têm direito a uma compensação económica de 43,57 € por cada dádiva (calculado de acordo com 0.1 do valor do Indexante de Apoios Sociais em vigor).

  • Como faço para doar espermatozóides?

    Deves contactar um centro que faça tratamentos de reprodução assistida e que esteja apto para recrutar dadores.

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